quinta-feira, 7 de abril de 2016

PSOL BARREIRAS REALIZA DEBATE PARA DISCUTIR CRISE POLÍTICA DO PAÍS


Rogério Ferreira, coordenador da campanha de Luciana Genro, na Bahia, mediou o debate.

Aconteceu na noite de terça-feira, 29/03, o debate para discutir a atual conjuntura política do país, promovido pelo Partido Socialismo e Liberdade.

O evento foi realizado no auditório da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e atraiu um bom número de pessoas, entre estudantes e professores da instituição e membros da sociedade em geral.
Rogério Ferreira, membro da Direção Nacional do PSol e professor do IFBA, campus Salvador, mediou o debate onde foram apresentados os motivos pelos quais o atual governo federal deixou-se mergulhar numa crise econômica, política e social
Mais do que entender o momento conturbado do país, que vive o conflito entre apoiadores do atual governo marcado pela corrupção e as forças conservadoras de direita que busca uma mera substituição de nomes, o encontro serviu para apresentar aos presentes as alternativas apresentadas pelo PSol para a superação da crise.
O PSol Barreiras segue o seu calendário de eventos para o ano de 2016, mantendo coerência, no âmbito estadual e federal, absorvendo e contribuindo para a unidade e crescimento das bandeiras de luta do partido.
ASCOM / PSol Barreiras.




quarta-feira, 23 de março de 2016

Resistência


Resistência:  ontem,  hoje  e  sempre! Ao  lembrarmos  os  acontecimentos  que  levaram  à instituição  do  dia  08  de  março  como o  Dia  Internacional  das  Mulheres,  notamos  histórias  de resistência  que  surgiram  de demandas  ainda  atuais. Conquistamos  o  direito  (penso  que  este não seja  o  termo  ideal,  mas  não  consegui pensar  em  outra  coisa...rs)  de  andarmos  sozinhas  pelas ruas.  Porém,  estamos restringidas  devido  aos  assédios,  estupros  e  violências  causadas  pelo machismo presente  na  nossa  sociedade.  Afinal,  a  cada  12  segundos  uma  mulher  é  violentada no Brasil  e,  a  cada  dia,  13  mulheres  morrem  vitimadas,  a  maioria,  por  familiares, parceiros ou ex  parceiros.  É  o  patriarcado  produzindo  desgraças.  Por  isso,  ainda  marchamos contra  ele! 

Ocupamos  cargos  que  éramos  proibidas.  Somos  maioria  em  escolas  e  universidades. Temos maiores  níveis  de  formação.  Mas  recebemos  75%  do  salário  recebido  pelos homens, realizando as  mesmas  tarefas  e  por  vezes, produzindo  mais. Temos  direito  à  privacidade.  No  entanto,  o Estado  insiste  em  invadir  nossas  vidas, impedindo  que  tenhamos  autonomia  sobre  os  nossos corpos.  E  persistimos:  queremos “educação  sexual  para  prevenir,  contraceptivo  para  não engravidar  e  aborto  legal  e seguro  para  não  morrer.” Podemos  votar  e  sermos  votadas.  Porém, ainda  que  sejamos  maioria,  somos  subrepresentadas  nos  espaços  de  poder.  É  por  que  não queremos  ocupa-los?  Quais condições nos são oferecidas para isso? Não  se  trata  de  números  e sim  de  processos  históricos  e  contextos  sociais  com profundas marcas e sob o controle de um sistema patriarcal e machista. O  mês  de  março  simboliza  a  memória  de  luta  e  das  conquistas por  melhores  condições de  vida  das  mulheres.  E  nos  alerta  que  ainda  é  preciso  resistir  às opressões  e  lutar  “Por um  mundo  onde  sejamos  socialmente  iguais,  humanamente  diferentes  e totalmente livres.”  Rosa  Luxemburgo  (1871-1919) 

PSOL - Barreiras

terça-feira, 15 de março de 2016

PSOL Barreiras promove plenária e debate mulheres na política



A noite de 14 de março, data de 133 anos da morte de Karl Marx, foi de muita vida para o PSOL Barreiras, que promoveu plenária pública com debate sobre as mulheres na política e apresentação do Partido.

Paula Vielmo (PSOL) e Nelinace das Oliveiras foram as debatedoras e provocaram a plateia, que participou ativamente, refletindo sobre a baixa participação das mulheres na política, instigadas com a história de luta de Nelinance e seus pais na política de Barreiras.

Nelinance nasceu em 1961 e é reconhecida como uma pessoa de grande ousadia em Barreiras, herança da educação libertária que recebeu de seus pais, militantes políticos nos tempos de ditadura militar. Os seus relatos foram inspiradores para todas as pessoas presentes.

O debate sobre a decepção com a política dentre muitos presentes foi alvo de empolgados discursos sobre a necessidade de manutenção da esperança, sobretudo por parte da juventude. 

Por fim, a Professora Tânia Lima apresentou as bandeiras de luta do PSOL, direitos e deveres de filiados (as) e o convite: 

FILIE-SE AO PSOL!



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CLIPPING PSOL - Por liberdade e autonomia das mulheres: Confira a resolução da Executiva Nacional do PSOLPhoto Credit To Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto by: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com a proximidade do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Executiva Nacional do PSOL, em reunião no último sábado (20), fez um amplo debate sobre vários temas pautados pelo Setorial Nacional de Mulheres do partido. Ao final das discussões, foi aprovada uma resolução (que pode ser lida abaixo), que reflete as várias preocupações do partido nesse momento de intenso avanço dos ataques conservadores contra os direitos das mulheres. Questões como previdência, ajuste fiscal, condições de trabalho, saúde e direitos sobre o corpo permeiam o documento, que chama a militância do partido à reflexão e à luta nesse 8 de maço.

“São elas (mulheres) as que recebem os menores salários. Com a crise econômica, são as primeiras a serem demitidas, além de ocuparem os piores postos de trabalho e serem as maiores vítimas de assédio sexual e moral. Mas são os números da violência que escandalizam: apenas cinco países, em um grupo de 83, têm mais mulheres assassinadas do que o Brasil (El Salvador, Colômbia, Guatemala, Federação Russa). A cada duas horas, uma mulher é assassinada em nosso país”, afirma a Executiva Nacional do PSOL.

Confira abaixo a resolução, aprovada no último dia 20/02.

Por liberdade e autonomia das mulheres

Contra a reforma da previdência e ajuste fiscal
Pela saúde integral, prevenção de epidemias e legalização do aborto

A situação das mulheres em nosso país tem se agravado. Apesar de serem maioria na sociedade, 51% da população (103 milhões), de terem maior escolaridade, onde mais de 9 milhões de mulheres possuem mais de 15 anos de instrução contra 6,5 milhões de homens, dirigirem quase 40% dos lares brasileiros, infelizmente, a sua condição de vulnerabilidade aumentou enormemente.

São elas as que recebem os menores salários. Com a crise econômica, são as primeiras a serem demitidas, além de ocuparem os piores postos de trabalho e serem as maiores vítimas de assédio sexual e moral. Mas são os números da violência que escandalizam: apenas cinco países, em um grupo de 83, têm mais mulheres assassinadas do que o Brasil (El Salvador, Colômbia, Guatemala, Federação Russa). A cada duas horas, uma mulher é assassinada em nosso país.

Se essa situação dramática não fosse suficiente, agora o governo prepara mais ataques às condições de vida e de trabalho das mulheres. De um lado, uma nova reforma da previdência, que aumenta em dez anos de trabalho para que as mulheres possam ter direito à aposentadoria. Por outro lado, o descaso do Estado brasileiro com as políticas públicas de saúde, ambiental e de controle sanitário para a maioria da população, cuja realidade está cobrando seu preço com o agravamento de epidemias sem precedentes em nosso país. E, quem paga mais uma vez é a população pobre e carente.

O PSOL chama que a militância do partido mobilize para o Dia Internacional da Mulher, chamando a população e em particular às mulheres a rechaçar essa contrarreforma e por medidas efetivas de combate à epidemia que acomete o Brasil.

Contra a Reforma da Previdência e o ajuste fiscal: 10 anos! Nem pensar!

Anunciada no Conselho Político e Econômico, a nova contrarreforma da previdência ataca o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores ao aumentar a idade mínima para 65 anos. A proposta, além de se apoiar em pressupostos falsos – déficit da previdência – foi de iniciativa de Dilma Roussef, primeira mulher a ocupar a Presidência da República na história deste país, o que demonstra que a ocupação de cargos de poder por mulheres precisa estar comprometida com a superação das condições estruturantes das opressões específicas para poder significar uma conquista do ponto de vista das mulheres. Essa contrarreforma quer obrigar que as mulheres trabalhem mais 10 anos para alcançar a aposentadoria. Devemos, não apenas ser contra esse ataque a direitos históricos de nossa classe, como também chamar as trabalhadoras a se mobilizarem contra esta medida.

As mulheres não podem ser penalizadas pela ausência do Estado no combate às epidemias

Estamos prestes a ter uma geração de microcefálicos no Brasil. A doença, que pode causar deficiência mental, dificuldades de locomoção, audição e visão, além de crises convulsivas, tem responsáveis, e não são nem o mosquito e nem as mulheres, como alardeiam o governo e a imprensa.

Enquanto as epidemias de dengue, Zyka e Chikungunya ressurgem na esteira das mudanças climáticas em nível mundial e são apontadas como sendo responsáveis pelos casos de microcefalia, as alternativas de combate a elas limitam-se a responsabilizar a população em geral, e as mulheres em particular, pelos cuidados sanitários de prevenção para que o mosquito não se prolifere. Mais da metade da população brasileira não tem acesso a tratamento de esgoto e uma grande parte desta vive à beira de grandes valões ou em palafitas. O Orçamento da União de 2014 destinou míseros 0,02% para saneamento.

O Estado brasileiro se desresponsabiliza quanto à garantia de melhores condições sanitárias (acesso a saneamento e tratamento de esgotos) e de saúde, ao mesmo tempo em que não divulga a possibilidade de que a microcefalia pode ser causada pelo larvicida da Monsanto que está sendo usado pelos órgãos de saúde pública para o combate ao mosquito. A confirmação dessa informação através das pesquisas em andamento só irá comprovar a subserviência irresponsável dos governos ao lobby das empresas transnacionais (como a Monsanto e outros laboratórios) em nosso país.  Portanto,  foram os governantes que se isentaram de combater essa condição medieval de vida à qual nossa população é submetida. As mulheres não podem levar a culpa e ser penalizadas pela ausência do poder público na resolução dessa situação.

Aborto legal para não morrer: pela autonomia das mulheres para decidir

É importante reafirmar, no dia em que a luta pela vida das mulheres tem mais visibilidade, a posição do PSOL pela legalização do aborto de forma irrestrita, aprovada em resolução congressual em 2007.

Acreditamos que a criminalização das mulheres que realizam aborto clandestino, nos casos que não estão previstos na lei, só faz com que se agrave o recorte racial e de classe nos casos de morte decorrentes das práticas inseguras e desumanizadas de aborto. São as negras e as mais pobres, que não têm dinheiro para recorrer ao mercado das clínicas clandestinas, que preenchem essas estatísticas e que engrossam os números de mortalidade materna nesses casos. O aborto é “legal” para quem pode pagar! Por isso, não aceitamos que haja nenhuma intromissão do Estado na decisão das mulheres quanto ao controle de natalidade, e seguimos lutando para que sejam garantidas as condições seguras, higiênicas e humanizadas para a realização do aborto no SUS, seja nos casos previstos em lei, seja quando a mulher decidir livremente não dar seguimento a uma gravidez indesejada.

Por isso,  nesse 8 de março, o PSOL defende um conjunto de medidas importantes para a vida das mulheres:

1. Contra a DRU, que desobriga o governo de aplicar verbas na saúde e educação, e contra os cortes orçamentários de verbas públicas, realizados recentemente nessas áreas, que foram de 10% no ano passado e sofrerá  cortes de 23 bilhões no orçamento de 2016.

2. Garantia de saúde pública e assistência integral às mulheres, incluindo saneamento, tratamento de esgoto ao conjunto da população e atendimento prioritário através do SUS às vítimas de dengue, Zyka e Chikungunya.

3. Garantia de medidas de apoio e proteção por parte do Estado às mães e pais de crianças microcéfalas, com garantia de creches, tratamentos específicos a essa enfermidade e auxílio financeiro que subsidie uma vida digna a elas.

4. Aborto legal e irrestrito para não morrer. Garantia desse direito às mulheres nos hospitais públicos, nos casos previstos em lei e também às mulheres que chegam em situação de abortamento. Associar à disponibilidade de métodos contraceptivos adequados ao corpo de cada mulher, para que se previna gravidez indesejada e se evite contrair DST’s.

Brasília-DF, 20 de fevereiro de 2016
Executiva Nacional do PSOL

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

CLIPPING: Ivan Valente é o novo líder do PSOL na Câmara Federal

Crédito da foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Os deputados Chico Alencar e Glauber Braga assumem a vice-liderança

O deputado Ivan Valente (SP) assume, a partir de hoje (4/2), a liderança do PSOL na Câmara dos Deputados. Diante da crise política que o país enfrenta, o parlamentar afirma que o PSOL, apesar de minoritário em números no Parlamento, é o partido que tem proposta alternativa de política econômica e mudança social para o país. “Existe hoje uma disputa de poder, mas sem divergência de projeto político. O PSOL tem mostrado que ética na política passa por fazer e agir com coerência, como foi nossa atuação na CPI da Petrobras”, ressaltou.

Ivan Valente está em seu sexto mandato como deputado federal, tendo sido eleito com quase 170 mil votos. Sua atuação coerente e combativa foi destaque na última CPI da Petrobras. Para Valente, a Comissão terminou em “pizza” porque poupou, justamente, os políticos indiciados por envolvimento no escândalo, numa nítida ação de blindagem entre os partidos. “O PSOL teve papel fundamental nas investigações da CPI. Desde o início, denunciamos a falta de transparência na contratação da Kroll e também a blindagem feita pelos políticos aos seus pares. O acordão feito entre os partidos que são alvos das denúncias como PMDB, PT e PSDB, para finalizar a Comissão sem convocar determinadas pessoas, deixou claro, esse jogo de interesses”, afirmou.

Eleito, uma vez mais, um dos melhores deputados do país, de acordo com o Prêmio Congresso em Foco, Valente se destacou, no último ano, na categoria “Combate à corrupção”. “O PSOL também é o partido que, por essência, conseguiu mostrar que a raiz da corrupção no Brasil está no financiamento empresarial de campanhas. As doações eleitorais são, na verdade, uma forma de ‘legalizar’ o dinheiro da propina. Por isso, votamos contra essa proposta de reforma antidemocrática”, explicou.

Ivan Valente avalia que, assim como o ano passado, 2016 será um ano de muita luta, visto que o país passa por uma crise econômica, política, social e moral e que manter a mesma política econômica com o povo pagando a conta da crise agrava ainda mais a crise, assim como a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara. “As propostas apresentadas no pronunciamento da presidenta Dilma, durante a Sessão Solene na abertura do ano legislativo, são respostas positivas ao mercado financeiro e contrárias aos interesses do povo brasileiro. Além disso, a permanência de Cunha na presidência, com tantas denúncias e provas de que ele se utiliza do poder de seu cargo para impedir o avanço das investigações, desmoraliza o Parlamento brasileiro”, disse.

Desafios
Os deputados Chico Alencar e Glauber Braga, ambos do Rio de Janeiro, ocuparão a função de vice-líderes do partido em 2016.

Chico Alencar é deputado federal desde 2002 e seu mandato é baseado na defesa da participação popular, dos direitos humanos, da transparência na administração pública, do equilíbrio ecológico, da educação de qualidade e no combate à corrupção. Seu trabalho é reconhecido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que desde 2005 coloca Chico entre os “100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional” e por prêmios como o do Congresso em Foco.

“O desafio para o PSOL continua a ser o de trazer nitidez de propostas num ambiente antes progressista e, agora, bem mais conservador. Também é cobrar ética pública num espaço em que os corruptos juram inocência. É continuar desafinando o coro dos contentes do sistema, sendo críticos e propositivos”.

Glauber Braga está na Câmara dos Deputados desde 2009, quando assumiu como suplente, e eleito nos pleitos seguintes. Um dos principais focos de seu mandato trata da criação de mecanismos de prevenção e mitigação de calamidades, sendo autor do relatório que gerou a primeira Lei Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres Naturais (Estatuto da Proteção Civil), além da defesa por educação de qualidade. Também se destaca na pesquisa do Diap e no prêmio Congresso em Foco.

“Neste ano, temos o desafio de continuar a resistência contra uma pauta conservadora, privatizante e autoritária que foi imposta ao Brasil pela Câmara dos Deputados. Além disso, temos que resistir ao uma tentativa de agenda econômica que aprofunda a defesa dos interesses das grandes fortunas nacionais e dos banqueiros em detrimento do conjunto de trabalhadores e da classe média. É tempo de fortalecer ainda mais a relação do PSOL com a sociedade civil e com os movimentos sociais organizados para avançar com uma agenda que garanta os direitos de todos”.

Confira, no vídeo abaixo, o pronunciamento do deputado Ivan Valente no Grande Expediente na sessão desta quarta-feira (03/02).



sábado, 6 de fevereiro de 2016

NOTA DO PSOL: O POVO PERDE COM O CANCELAMENTO DO CARNAVAL


A sexta-feira, 05 de fevereiro de 2016, deveria ter sido a data que marcaria o início dos festejos do carnaval em Barreiras. O carnaval é a maior festa tradicional e popular do Brasil e, mesmo que os blocos de corda se aproveitem deste momento para constituir capital, destoando do verdadeiro sentido da festa, é um momento de diversão para o povo. No entanto, o dia 28 de janeiro foi o marco do anuncio do então Prefeito em Exercício e Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Paê Barbosa, do cancelamento do CarnaOeste 2016, baseado no Estado de Emergência declarado através do Decreto Nº. 044 do dia anterior.

Longe do “pão e circo” ainda vigentes em nossos tempos, o povo deve ter direito e acesso à essa diversão popular. Diversão que não acontece com a contratação de artistas que depreciem a imagem da mulher, como feito pela Prefeitura e denunciado pelo PSOL Barreiras ao Ministério Público pelo segundo ano consecutivo (ferindo inclusive legislação municipal), mas através da contratação de nossos excelentes artistas locais/ regionais ou de outros que venham a fortalecer e disseminar cultura através de diversão pelas ruas.

O cancelamento da festa aconteceu baseado nas chuvas intensas, mas de lá pra cá, choveu pouco. O anuncio feito uma semana antes do inicio do CarnaOeste, com a estrutura já licitada e quase toda montada, merece alguns questionamentos: quanto de recurso público foi desperdiçado com essa falta de planejamento do Poder Executivo? O argumento de cancelamento devido às fortes chuvas, em uma cidade em situação caótica bem antes das chuvas, é justificativa suficiente? Você foi convencido (a) disso? Qual classe social perde com o cancelamento do carnaval?

Em virtude do Estado de Emergência, durante 90 dias “ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres”, ou seja, a transparência já pouca, acaba de ser reduzida. É preciso informar imediatamente os valores investidos, com plena transparência, principio constitucional que deve ser respeitado.

Nós do PSOL Barreiras, estamos atentos (as) às manobras realizadas, neste caso pelo Poder Executivo, e acreditamos que o povo, sobretudo das classes menos favorecidas, saiu prejudicado no seu direito ao lazer e diversão proporcionados por esse período festivo, já que as atividades mantidas de maneira independente no Centro Histórico, não contemplam a diversidade cultural de nosso município, fato que deve ser respeitado e garantido.

O cancelamento não deve ser colocado na conta das chuvas, e sim na total falta de planejamento da Prefeitura. Todos (as) nós, moradores (as) de Barreiras, sabemos que há um período chuvoso bem delimitado e, apesar de ter chovido mais do que o esperado, não justifica a falta de prevenção por parte da Prefeitura Municipal nos anos anteriores.

O povo saiu perdendo: perdeu a festa, paga com o nosso dinheiro e parte gasto; perdeu por ser enganado com promessas de melhorias na cidade e no campo, que não aconteceram em três anos de mandato. Por fim, nos inspiremos com a música para acordar: “Já é carnaval cidade/ Acorda pra ver/ A chuva passou cidade/ E o sol brilha aê”, pois mesmo sem carnaval, nós, povo, estamos “dançando” sem querer.

Nós do PSOL Barreiras acreditamos que o orçamento municipal é suficiente para, se bem administrado, garantir vida digna para todas as pessoas, pleno funcionamento dos serviços públicos e também a manutenção da maior festa de rua, o carnaval.