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terça-feira, 8 de maio de 2012

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DE PROFESSORAS/ES DA BAHIA


Barreiras, 05 de maio de 2012.
Caríssimas (os) professoras (es),

O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, Barreiras – Bahia, coerente com sua missão de ser um abrigo de esquerda socialista para as/os trabalhadoras (es) e coerente com sua luta por um educação pública, gratuita, democrática, de qualidade e referenciada nas lutas sociais do povo, externa o seu sincero apoio à greve das/dos professoras (es) do Estado da Bahia neste período de luta e enfrentamento à ordem neoliberal ainda galopante na Educação da Bahia, bem como em toda a sociedade.
Apoiamos e nos solidarizamos com as (os) nobres professoras (es) -  as verdadeiras autoridade da educação – que neste momento de luta não se calam ao verem os desmandos de quem tem amor ao poder, ao invés de possuírem o poder do amor. Como poderíamos calarmos e separarmo-nos, de tão nobre batalha, se a luta das/dos  professoras (es) é tão convergente à nossa?
Não poderíamos deixar de apoiar essa luta nem ela poderia ser feita de forma isolada e fragmentada. Em assim sendo, o PSOL com três deputados federais e um senador no Congresso Nacional dá voz as/ aos professoras (es) do Brasil defendendo intransigentemente a aplicação de 10% do PIB para educação.
Portanto, reiteramos o nosso sincero apoio e solidariedade as (os) professoras (es) que lutam, nesta singular batalha contra os parasitas das instituições públicas, delinqüentes de luxo e contra mais este ataque vil, torpe e nefasto à educação publica, de modo especial contra um dos principais agentes da educação que são as/os professoras (es).
No ano em que recordamos os 15 anos de partida de Paulo Freire o maior educador do Brasil encorajamos as professoras (es) com sua bela mensagem: “A minha resposta à ofensa à educação é a luta política consciente, crítica e organizada contra os ofensores.” Paulo Freire (1996)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem dá mais pela Educação na Bahia

Toda unanimidade é burrice. A frase é antiga, mas esta sempre atual. Deve ser por isso que membros do Governo Wagner são unânimes em afirmar que Bahia não pode cumprir a Lei do Piso, mas não se entendem em relação ao impacto que o reajuste causará no orçamento do Estado.

O Presidente da AL, Marcelo Nilo, diz que será da ordem de 500 milhões, Wagner diz que será de 500 milhões, para Zé Neto (líder do governo na AL) será de 520 milhões, para o Sec. de Administração será de 412 milhões e para o de Educação, será de 411 milhões.

O governo alega que até o final do ano a Bahia entrará no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas parece quem ninguém sabe, que entre o limite prudencial e limite máximo, há uma margem de 2,6% o que no orçamento do Estado representa algo em torno de 700 milhões.

Como pode o mesmo governo apresentar números tão diferentes? Simples, o reajuste previsto na lei do piso é único, são exatos 22,22% para todos os professores respeitando o plano de carreira do magistério da Bahia.   Porém membros do governo evitam a unanimidade, com medo de serem enquadrados no dito popular, enquanto isso mais de 1 milhão de estudantes continuam sem aulas e os professores com salários cortados continua. Quer dizer, o governo não respeita a lei, não cumpre acordo firmado com professores, não se entende nos números e professores e alunos sofrem as conseqüências.

Está na Hora do Ministério Público entrar em cena, cobrando do governo a responsabilidade pelo impasse que gerou a greve. Até por que, se de fato a Bahia não pudesse pagar com recursos próprios o reajuste determinado pela Lei, era só abrir as contas do FUNDEB e pedir a ajuda federal, ou será que par ao governo da Bahia a matemática não é uma ciência exata e, o festival de números esconde uma realidade que não querem revelar?


César Carneiro
Professor da Rede Estadual da Bahia
Militante do PSOL